
“…Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar…” (Nelson Mandela)
Esse livro é único e de longe o meu preferido, se tivesse que recomendar apenas um livro a uma pessoa com certeza seria ele.
Em seus quadrinhos recheados de um humor inteligente e sutil, Marjane nos conta a sua história: nascida no Irã em uma familia moderna e politizada, desde de pequena ela se vê divida entre os costumes, agora impostos serveramente em seu país, e a criação liberal recebida dos pais. É surpreendente como de maneira tão leve e doce nos conduz pela história marcada de pontos tão severos, e como nos faz rir com os ricos e curiosos diálogos com Deus e seus pais.
A leitura leve e fácil prende completamente o leitor que quando percebe já está beirando as últimas páginas, realmente recomendo.

Sinopse:
Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente,o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.
Em 2007 foi feita uma animação francesa baseada no filme, mas na minha opinião não é nem de longe o mesmo que ler o livro:















