Pedro Álvares Cabral e a nossa pressa.

Eu me lembro de uma pesquisa que fiz sobre Pedro Álvares Cabral por volta dos dez anos de idade. Eu adorava fazer pesquisa porque era minha oportunidade de ir sozinha, de ônibus, até a Biblioteca Municipal. O máximo da independência para uma pessoa na primeira década de vida.

Depois de descer do ônibus e andar vários quarteirões sozinha no centro da cidade (o mundo já foi estranhamente um lugar seguro), estava eu lá na Biblioteca Municipal. A bibliotecária, ajeitando seus óculos, consultou uma pasta onde os livros estavam catalogados e em silêncio dirigiu-se até as estantes, onde centenas de livros velhos estavam ordenados sei lá como.Como ela encontrava o livro certo era quase um mistério a ser desvendado… eu fiquei encantada com o conhecimento da senhora. Com precisão, ela puxou um livro e abriu na página exata, apontando para mim um parágrafo onde se lia “PEDRO ALVARES CABRAL”. Um parágrafo. E era tudo. Perguntei se havia mais coisa, e ela respondeu com segurança: “não, mas essa é bem completa”. Copiei o texto caprichosamente na folha de papel almaço aumentando o tamanho da minha letra (para dar impressão que o conteúdo era maior), depois abri delicadamente meu papel de seda transparente, coloquei-o sobre o desenho do Pedro e com o lápis, fui copiando a tal ilustração. Depois, transferi o desenho para o meu papel almaço e o colori. Não preciso dizer que não havia Xerox.

Uma tarde inteira depois, estava pronta a pesquisa, completa de um parágrafo e ilustrada à mão. Fiz isso várias vezes na infância. E era normal. Era sempre assim.

Hoje, digitei aqui no Google PEDRO ÁLVARES CABRAL e visualizei 170.000 resultados em 0,10 segundos. Isso é que é bibliotecária. Escolhi um, depois cliquei em imprimir. A pesquisa ficou pronta, com três páginas e dois minutos gastos entre o início e o fim.

O mundo mudou demais e o tempo agora é quase algo virtual. Eu estava indo viajar na véspera da virada do ano, quando passei na Clínica para buscar meu óculos de sol. Minha secretária avisou que uma mãe estava louca atrás de mim e liguei para ela. Seu filho, meu paciente, acabara de ligar dos Estados Unidos com uma reação aguda na boca e não sabiam o que fazer. Era um quadro muito importante. Pedi para acionar o seguro de saúde, chamar um médico, fotografar para mim os lábios e me enviar. Em menos de dois minutos, eu estava vendo a foto do garoto. No minuto seguinte, enviei uma mensagem para o médico de lá com o diagnóstico e o tratamento sugerido.

Não demoraram quinze minutos entre eu falar com a mãe e o menino receber as orientações. Imagine o Pedro Álvares Cabral tendo uma reação alérgica longe do seu médico. Mas o mais difícil de imaginar é que nem tudo pode ser feito na velocidade do Google. Não há melhora da pele com acne antes de uns 2 meses de tratamento. Os rejuvenescedores levam cerca de 1 mês para deixarem a mostra os primeiros sinais de melhora. Os clareadores, um pouco mais. Antes de 8 meses, não se trata uma micose na unha do pé. E certas coisas, não dermatológicas, podem levar uma vida toda.

DERMATOLOGIA| Diferença entre Bloqueador e Protetor Solar.

Existe diferença entre bloqueador solar e filtro solar?

Sim, existe. Os dois são para proteção da pele contra a radiação solar. Mas agem de forma muito diferente.

Se você quer evitar um ladrão, pode escolher dois mecanismos eficientes de proteção para sua casa, a cerca elétrica ou um cachorro Pitbull.

Cerca elétrica. Ela não permite que o ladrão entre. Você elimina o sujeito assim, sem que ele entre. A proteção não é seletiva, serve para todos: ninguém pode passar pela cerca elétrica, nem o dono da casa.

Pitbull. O ladrão chega a entrar, mas é triturado lá dento, digamos, in loco, pelo cachorro. Mas é seletivo: ele deixa o dono e pessoas conhecidas entrar.

Para pele, funciona mais ou menos assim também quanto aos raios solares:

Bloqueador solar. É uma cerca elétrica, pois não permite que nada entre.

Ele bloqueia a ação dos raios refletindo os mesmos sobre a pele. Assim, não entra nenhum tipo de radiação pela pele. É como se você ganhasse os poderes do Edward Cullen e refletisse toda luz que bate em sua pele.Filtro físico

É mesmo excelente. Mas é aquele que te deixa com a pele branca, de aspecto fantasminha. Também é mais grosso, podendo causar acne em quem tem pele mais oleosa.

Quem deve usar? Pessoas que têm alergia aos filtros químicos, pois raramente causam problema alérgico. Crianças: todos os filtros infantis são, na verdade, bloqueadores, pois não têm agentes químicos. E pessoas que trabalham muito expostas à luz. Por exemplo, em computador, debaixo de foco cirúrgico (médicos, dentistas, enfermeiras…). Depois de laser e peeling também são muito bons porque ardem menos.

Filtro químico. É o Pitbull: destrói depois que entra. Ele deixa a radiação penetrar na pele, mas acaba com ela antes que penetre na célula e cause o dano. E é seletivo: bloqueia a luz UVA e a UVB. A luz visível, que é a emitida pelo computador, pelas lâmpadas e focos cirúrgicos são reconhecidas como “amigas” e podem entrar como o dono do cachorro. Portanto, têm proteção um pouco menor. Porém, são os mais usados, mais leves e cosmeticamente mais aceitos. A a boa notícia é que a maioria dos filtros químicos possui também filtros físicos na fórmula para aumentar a eficácia.

Exemplo de um ótimo Bloqueador é o PHYSICAL FUSION da SkinCeuticals. E de filtro químico, o Minesol da ROC:

Filtros

Para as primeiras menstruações: melhor absorvente.

Semana passada aconteceu uma daquelas coincidências inusitadas da vida.

Uma paciente minha, lá pelos 12 anos de idade, viajou para a casa da Avó junto com os outros primos. Lá, a “netaiada” toda pegou dengue. Que férias! E uma das primeiras que apresentou os sintomas da dengue  evoluiu com a forma hemorrágica, foi hospitalizada e ficou péssima. Diante da evolução da sobrinha, a mãe da minha paciente ficou alarmada observando a evolução do quadro da doença na filha. E no meio da dengue, numa bela manhã, a menina sai do banheiro gritando que havia sangue no xixi. Pânico – localizaram o pediatra, foram voando e constataram a surpresa dupla: havia sangue realmente. Mas não era dengue hemorrágica. Era a primeira menstruação. Coisas que uma mãe precisa passar, só pode! Imaginem o susto de, no meio de uma dengue, sua filha aparecer com sangue no xixi…

Mas ao me narrar seu susto, lembrei de escrever sobre isso: a escolha do absorvente. O que é natural e óbvio para as mulheres, mas pode ajudar para as garotinhas lá pelos 12…

A primeira dúvida é qual cobertura escolher: seca ou suave?

Cobertura quer dizer qual o “paninho” do absorvente. A melhor cobertura para o dia-a-dia é a suave, pois parece um tecido de fato – é macia, dá muito menos alergia e mais fresquinha. A cobertura seca lembra um plástico cheio de furinhos – como uma colméia. Tente observar na foto os furinhos da seca (a imagem aumenta se você clicar na foto):

A cobertura seca mantém o absorvente mais sequinho e absorve melhor. Mas esquenta muito, dá mais alergia e costuma assar as meninas mais sensíveis. É boa para usar por período curto, para ir a uma festa (e sentir-se mais sequinha) ou nos dias de fluxo maior. Quando for usar um absorvente com cobertura seca, troque-o com mais freqüência e entre uma troca e outra, lave a região com água do chuveirinho e seque bem, para deixar a pele mais fresquinha. Isso evitará assaduras. E evite usar a cobertura seca para atividade física, pois o calor e o atrito podem machucar a pele.

A segunda dúvida é se o absorvente deve ser normal ou com abas. As abas ajudam a fixar o absorvente e protegem as laterais da calcinha do sangue, evitando sujar. São ótimas, mas devem ter a cobertura suave:

Os absorventes de cobertura seca preferencialmente devem ser sem abas: 

Por quê? As abas secas são de um material quase plástico – à medida que você for andando, vão causar atrito na virilha e ajudar a escurecer a pele, podendo também causar assadura nessa pele tão fininha.

Embora eu tenha feito a foto com o Intimus Gel, o da Sempre Livre é igualmente bom. 

Hidratação dos cabelos feita em casa

Boa noite! Hoje não consegui parar o dia – tive que fazer uma coisa importantíssima de manhã… fui ao Centro da Cidade comprar esmalte. O Craving Coral Revlon, que AMO. Mas não achei… :(.

Isso é, para mim, sem dúvida, uma dádiva dos céus… nunca me imaginei à toa em plena segunda-feira! Aliás, como falei com o motorista, realmente vou ter que voltar trabalhar o dia todo porque estou ficando preguiçosa demais! Nunca me dei ao luxo de trabalhar menos que 12 horas por dia e olha, esse negócio de ter tempo não é nada mau, viu? Claro que esse tempo é porque as crianças estão de férias – não temos “para casa”. Mas, de outra forma, o tempo parece que começa a não dar… e já parece que “só” não trabalho de manhã… a gente vai lentificando. O que eu fazia normalmente dentro da rotina, já levo quase uma manhã inteira! E vou arrumando tanta coisa para fazer que já começo a não ter tempo.

Mas à tarde o consultório ficou muito cheio e só cheguei agora para postar. Então, aí vai uma dica para essas épocas do ano que o cabelo também sente o ressecamento.

Ah! Falando em ressecamento, hoje dei uma entrevista para o Estado de Minas sobre cuidados com a pele no inverno. Deve sair no Domingo, volto para confirmar.

Boa noite!



Dra. Dayse D’Ávila.

Dermatologia para vaidosos!


Profissão Mãe | Organizando a Biblioteca da casa.

Quando eu era criança, eu ficava muito bem impressionada nas casas que eu ia e tinham biblioteca. Para mim, era o máximo do luxo que um lugar poderia ter. Além de exalar todo aquele cheiro de cultura no ar… mas em dias atuais, a coisa mais rara é ter espaço em algum apartamento para a Biblioteca. Mesmo em uma casa, normalmente as pessoas não dispõem da metragem suficiente para ter o tão maravilhoso cômodo dedicado à leitura.

Aqui em casa, nossa Biblioteca Infantil se resume a uma prateleira no quarto das meninas, mas não podemos dizer que não temos! Fiz um propósito de comprar “x” número de livros ao ano e estamos montando a nossa. Bom que comecei com a Alice, que agora com seis anos de idade, já está passando os dela para os dois mais novos – porque livro é mesmo eterno.

Não fiz nenhuma catalogação – não tenho nenhum conhecimento de bibliotecária, ressalte-se – mas numerei os livros para não perdermos. Ora ou outra eu dou uma conferida e os coloco na ordem. No computador, tenho uma lista simples, em ordem numérica, com os nomes dos livros. E imprimi etiquetas que colo em cada livro que compramos, com o número correspondente:

Depois que colo a etiqueta, eu plastifico os livros com Contact, porque livro só tem graça se a criança puder manusear. E elas certamente vão rasgar quando pequenas, sem falar naquelas brigas cada um puxando o livro para um lado!

 

 

 

Eletrobeauty: portáteis para você ter em casa!

Já pensou num aparelhinho contra celulite para chamar de seu? Aff! E desaparecer rapidamente com aquela espinha gigante antes da sua festa? Que tal retocar sua chapinha dentro do carro enquanto você está presa no trânsito num dia chuvoso? Isso e muito mais já é pura realidade! Confira: